quinta-feira, 1 de outubro de 2009

1 de Outubro de...


1950

Foi o dia em que nasceu para o golo o grande e glorioso capitão José Águas.

Num momento semelhante ao que se vive hoje no reino do glorioso, José Águas teve uns momentos atribulados até marcar os seus primeiros golos no Glorioso.

"O FC Porto, por telefone, depressa convidou José Águas para férias fazer na Invicta e… treinar-se na Constituição. “Amanhã respondo”, terá dito e desligado de seguida. Só que o amanhã chamou-se mesmo Benfica e vezes sem conta olhou, sempre de soslaio, por timidez até na intimidade, a moldura que lhe dava vida ao quarto, onde só mais uma noite passou a sonhar com delicias garridas."

Vindo do Lusitano do Lobito (Angola), não conhecia campo relvado nem pitões e com um treino apenas estreou-se na tapadinha frente ao Atlético. Empate a duas bolas e sem nenhum golo na sua conta pessoal.

Mas dias mais tarde, 1 de Outubro de 1950, no Campo Grande, José Águas marcou 4 dos 8 golos que deram a Vitória do glorioso sobre o Sporting de Braga (8-2).


Levantou duas Taças dos Campeões Europeus (Liga dos Campeões, actualmente) e foi mesmo o melhor marcador na primeira. Em 13 épocas, alcançou 5 Campeonatos Nacionais e 7 Taças de Portugal e um registo nacional de 290 golos em 282 jogos (num total de 377 golos em 379 jogos).

"Pelo Benfica, José Águas viveu muitos anos em que a fábula e a realidade pareceram caminhar de mãos dadas. Cansou-se de vencer, de marcar, de contagiar. Foi ele, é ainda, a papoila mais saltitante do hino de Piçarra ou o melhor intérprete do jogo aéreo que o Benfica alguma vez teve. E Portugal também. É o segundo melhor marcador da história encarnada, depois de Eusébio. Só Eusébio, de resto, poderia relativizar José Águas. Mais ninguém!"

Uma lenda do Universo Benfiquista e Português, que jamais será esquecido.




informação retirada, aqui!

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